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domingo, 30 de outubro de 2011

Brasil de Bombacha - Os Monarcas

Mais uma "tirada" das preferidas do amigo Jéferson Banderó.


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O TRAJE GAÚCHO ATUAL (desde a guerra do Paraguai)

A bombacha surgiu com os turcos e veio para o Brasil usada pelos pobres na Guerra do Paraguai. Até o começo do século, usar bombachas em um baile, seria um desrespeito. O gaúcho viajava à cavalo, trajando bombachas e trazia as calças "cola fina", dobradas em baixo dos pelegos, para frisar.

As bombachas são largas na Fronteira, estreitas na Serra e médias no Planalto, abotoadas no tornozelo, e quase sempre com favos de mel. A correta bombacha é a de cós largo, sem alças para a cinta e com dois bolsos grandes nas laterais, de cores claras para ocasiões festivas, sóbrias e escuras para viagens ou trabalho.

À cintura o fronteirista usa faixa; o serrano e planaltense dispensam a mesma e a guaiaca da Fronteira é diferente da serrana, por esta ser geralmente peluda e com coldre inteiriço.A camisa é de um pano só, no máximo de pano riscado. Em ambiente de maior respeito usa-se o colete, a blusa campeira ou o casaco.O lenço do pescoço é atado por um nó de oito maneiras diferentes e as cores branco e vermelho são as mais tradicionais.

Usa-se mais freqüentemente o chapéu de copa baixa e abas largas. Por convenção social o peão não usa chapéu em locais cobertos, como por exemplo no interior de um galpão.As esporas mais utilizadas são as "chilenas", destacando-se ainda as "nazarenas".Botas, de sapataria preferencialmente pretas ou marrons.

Para proteger-se da chuva e do frio usa-se o poncho ou a capa campeira e do calor o poncho-pala. Cita-se ainda o bichará como proteção contra o frio do inverno. Obs.: O preto é somente usado em sinal de luto. O tirador deve ser simples, sem enfeites, curtos e com flecos compridos na Serra, de pontas arredondadas no Planalto, comprido com ou sem flecos na Campanha e de bordas retas com flecos de meio palmo na Fronteira.É vedado o uso de bombacha com túnica tipo militar, bem como chiripás por prendas por ser um traje masculino.
 

  Fonte: Indumentária Gaúcha
Antônio Augusto Fagundes - Martins Livreiro Editor (2ª Edição) Porto Alegre - 1985

Chiripá Farroupilha1820-1865


Este período é dominado por um chiripá que substituiu o anterior, que não é adequado à equitação, mas para o homem que anda a pé. O chiripá dessa nova fase é em forma de grande fralda, passada por entre as pernas.

Já o Chiripá Farroupilha é inteiramente gaúcho. Esse é um traje muito funcional, nem muito curto, nem muito comprido, tendo o joelho por limite, ao cobrí-lo.
As esporas deste período são as chilenas, as nazarenas e os novos tipos inventados pelos ferreiros da campanha.

As botas são, ainda, a bota forte, comum, a bota russilhona e a bota de garrão, inteira ou de meio pé. As ceroulas são enfiadas no cano da bota ou, quando por fora, mostram nas extremidades, crivos, rendas e franjas. À cintura, faixa preta e guaiaca, de uma ou duas fivelas. Camisa sem botões, de gola, e mangas largas. Usavam jaleco, de lã ou mesmo veludo, e às vezes, a jaqueta, com gola e manga de casaco, terminando na cintura, fechado à frente por grandes botões ou moedas.

No pescoço, lenço de seda, nas cores mais populares, vermelho ou branco. Porém, muitas vezes, o lenço adotado tinha outras cores e padronagens. Aos ombros, pala, bichará ou poncho. Na cabeça usavam a fita dos índios ou o lenço amarrado à pirata e, se for o caso, chapéu de feltro, com aba estreita e copa alta ou chapéu de palha, sempre preso com barbicacho.

Fonte: Indumentária Gaúcha
Antônio Augusto Fagundes - Martins Livreiro Editor (2ª Edição) Porto Alegre - 1985

Traje Gaúcho - 1730 à 1820


Patrão das Vacarias 
 Trajava-se basicamente à européia, com a braga e as ceroulas de crivo. Passou a usar também a bota de garrão de potro, invenção gauchesca típica. Igualmente o cinturão-guaiaca, o lenço de pescoço, o pala indígena, a tira de pano prendendo os cabelos, o chapéu de pança de burro, etc.


Peão das Vacarias
O traje do peão das vacarias destinava-se a proteger o usuário e a não atrapalhar a sua atividade - caçar o gado e cavalgar. Normalmente, este gaúcho só usava o chiripá primitivo (pano enrolado como saia, até os joelhos, meio aberto na frente, para facilitar a equitação e mesmo o caminhar do homem) e um pala enfiado na cabeça.

O chiripá, em pouco tempo, assumia uma cor indistinta de múgria - cor de esfregão. À cintura, faixa larga, negra, ou cinturão de bolsas, tipo guaiaca, adaptado para levar moedas, palhas e fumo e, mais tarde, cédulas, relógio e até pistola. Ainda à cintura, as infaltáveis armas desse homem: as boleadeiras, a faca flamenga ou a adaga e, mais raramente, o facão. E sempre à mão, a lança - de peleia ou de trabalho.

Camisa, quando contava com uma, era de algodão branco ou riscado, sem botões, apenas com cadarços nos punhos, com gola imensa e mangas largas. Pala, não faltava, comumente, o de lã - chamado "bichará"- em cores naturais, e mais raramente o de algodão e o de seda que aos poucos vão aparecendo. Logo, também surge o poncho redondo, de cor azul e forrado de baeta vermelha.

Pala: tem origem indígena. Pode ser de lã ou algodão, quando proteje contra o frio, ou de seda, quando proteje contra o calor. É sempre retangular com franjas nos quatro lados. A gola do pala é um simples talho, por onde o homem enfia o pescoço.

Poncho: Tem origem inteiramente gauchesca. É feito, invariavelmente, de lã grossa. Quase sempre é azul escuro, forrado de baeta vermelha, mas também existem de outras combinações de cores. O poncho tem a forma circular ou ovalada. Só proteje contra o frio e a chuva. A gola é alta, abotoada e há um peitilho na frente do poncho.

As botas mais comuns eram as de garrão-de-potro, que eram retiradas de vacas, burros e éguas (raramente era usado o couro de potro, que lhe deu o nome). Essas botas eram lonqueadas ou perdiam o pêlo com o uso. Em uso, as botas não duravam mais de 2 meses. Normalmente, eram feitas com o couro das pernas traseiras do animal que dão botas maiores. As que eram tiradas das patas dianteiras, muitas vezes eram cortadas na ponta e no calcanhar, ficando o usuário com os dedos do pé e o calcanhar de fora. Acima da barriga da perna, era ajustada por meio de tranças ou tentos.

O chapéu, quando usava, era de palha (mais comum), e de feltro, (mais raro), e talvez o de couro cru, chamado de "pança-de-burro", feito com um retalho circular da barriga do muar, moldado na cabeça de um palanque. O chapéu, qualquer que fosse o feitio, era preso com barbicacho sob o queixo ou nariz. Esse barbicacho era normalmente trançado em delicados tentos de couro cru, tirados de lonca, ou então, eram simples cordões de seda, torcidas, terminando em borlas que caía para o lado direito. Mais raramente, era feito de sola e fivela. Ainda nesta época, aparece o "cingidor", que é o nosso tirador.


Fonte: Indumentária Gaúcha
Antônio Augusto Fagundes - Martins Livreiro Editor (2ª Edição) Porto Alegre - 1985

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ainda existe um lugar onde a verdade reside em cada alma - Wilson Paim

Uma dica do meu amigo e conterrâneo Jéferson Banderó, hoje "perdido", e com certeza representando muito bem nosso estado, lá pelas bandas de Sinop. Com ele diz, esta é "uma das grandes músicas gaúchas", de e interpretada por Wilson Paim.

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Assista direto no yotube

Letra

domingo, 16 de outubro de 2011

Nasce uma Republica

A grande vitória Farroupilha na Batalha do Seival trouxe grande euforia aos   republicanos farroupilhas,  Joaquim Pedro Soares e Manoel Lucas de Oliveira que lutaram como  como oficiais do Coronel Antônio de Souza Netto insuflaram o comandante diante da vitória contra os imperiais de Silva Tavares, e convencenceram Netto a tomar uma das atitudes mais importantes da Guerra dos Farrapos.
Sem o conhecimento de Bento Gonçalves (que não era tão republicano, assim como Netto), mas aproveitando do momento da grande vitório e da psicologia da situação, Netto aceita a sugestão dos oficiais e no dia 11 de setembro de 1836, no Campo dos Meneses, Netto reuniu a tropa e em seu nome Joaquim Pedro Soares leu a proclamação:
“Bravos companheiros da Primeira Brigada de Cavalaria!
Ontem obtivestes o mais completo triunfo sobre os escravos da Corte do Rio de Janeiro, a qual, invejosa das vantagens locais da nossa Província, faz derramar sem piedade o sangue dos nossos compatriotas para, deste modo, fazê-la presa das suas vistas ambiciosas.
Camaradas! Nós, que compomos a Primeira Brigada do exército liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta Província, a qual fica desligada das demais do Império, e forma um Estado livre e independente, com o título de República Rio-Grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará competentemente.
Camaradas! Gritamos pela primeira vez:
Viva a República Rio-Grandense!
Viva a independência!
Viva o exército republicano rio-grandense!”

Um dia depois, ao lado do Rio Jaguarão foi assinado a ata da proclamação da República, pelos oficiais e sargentos.
Em 5 de novembro de 1836, a Câmara Municipal de Piratini proclamou a independência do Rio Grande do Sul,elevando a província à categoria de Estado livre, constitucional e independente.

Os Generais Farroupilhas

Ao longo dos 10 anos, inúmeros nomes salientaram-se em ambos os lados, aureolando com a glória os heróis. Dentre eles, Bento Gonçalves da Silva protagonizou episódios onde a nobreza, a coragem e o desprendimento estiveram sempre em primeiro plano. Davi Canabarro (Davi José Martins), Antonio de Souza Neto (o proclamador da República Rio-grandense), João
Antonio da Silveira, João Manoel de Lima e Silva (o primeiro e mais jovem general dos farrapos) e Bento Manoel Ribeiro formaram, junto a Bento Gonçalves, o sexteto dos generais farroupilhas.
Luiz Alves de Lima e Silva, o Barão de Caxias, foi o militar brilhante e diplomata emérito ao lado do Império. A ele se deve a pacificação do Rio Grande do Sul.
O tratado de paz, assinado pelos farrapos em Ponche Verde a 28 de fevereiro de 1845 e, pelos imperiais, às margens de Santa Maria no dia seguinte (1º de março), pôs fim a 10 anos de luta cruenta entre irmãos.
FAGUNDES, Antônio Augusto. Cartilha da história do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Martins
Livreiro, 1986.

sábado, 24 de setembro de 2011

1º POST NO BLOG TRADIÇÃO

Não é minha area, mas cá estou para colaborar com este blog.
E dizer a todos Forasteiros que a Semana Farroupilha 2012 para mim já começou.
Eu e Dona Sônia decidimos que para o ano que vem seremos mais participativos, vamos achar uma atividade para que possamos ser úteis, tanto durante o ano na organização do evento, quanto no periodo de sua realização.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

TRASTES GAÚCHOS: A MALA DE GARUPA.

Estas peças da indumentária campeira se chamam "mala de garupa", porque originalmente eram colocadas sobre o lombo do cavalo. Eram feitas em couro, e o seu nome era peçuelos.
Segundo o Aurelião, é “uma espécie de alforje, repartido ao meio, que se põe à garupa e serve para o transporte de roupas e doutros objetos”. Ressalte-se que o material usado para a confecção era o couro cru, com pelo ou raspado por fora, tudo muito rudimentar, como ocorre com todos os utensílios e indumentárias campeiras daquele remoto tempo. A notícia que se tem, é que somente no início do século XIX, no RS, havia um francês que curtia o couro, morador lá pelas bandas de Viamão, antes da chegada do imigrante alemão à região do Rio dos Sinos, em 1824. A mala, propriamente dita, era confeccionada em pano grosso tecido pelas índias das reduções guaraníticas, desde a segunda década do século XVII. Na mala ancestral ficavam os avios de fumar (palha, canivete, rolos de fumo) e de matear: bomba, um punhado de erva mate e a cuia pequena de matear solito. Para os aficionados, o gengibre e o rapé. Também um naco de charque e algo de sal de cozinha, que era precioso pros assados e ferimentos. O gaudério mestiço que vagueava pelas planícies adotou-a, e, apeado do cavalo, andava a pé com o utensílio à espalda, deitada sobre o ombro, na lida primitiva e nos bolichos de campanha (pulperias), canchas de carreira, bailes de ramada, fandangos, etc. O gautchê guardava os seus pertences de uso diário naqueles peçuelos de pano. Posteriormente, o colonizador proletário, português e espanhol, por sua praticidade, também a adotou. O tal traste campeiro é feito de um tecido resistente, escuro, normalmente de brim riscado.
Também pode ser do tecido com listras usado para colchões. As chinas donas de casa não gostam de malas crioulas em cores claras, porque, com o uso, se tornam peças graxentas, encardidas, difíceis de lavar, mesmo que se as leve ao quaradouro. O tamanho usual é de 1,00m x 0,40m, dupla metragem, formando um saco, costurada nas extremidades, dupla costura, com um rasgo de 0,30m no meio, no sentido do lado maior do formato retangular, de maneira a permitir a entrada de objetos, de modo que não caiam quando do uso e transporte. As malas são usadas sobre o ombro esquerdo, normalmente. No ombro direito do campeiro vai o PALA, de lã, no inverno; de lãzinha, no outono, e de seda, no verão. A não ser que o vivente seja canhoto. Hoje em dia, são de uso muito difundido nos rodeios e nas diversas atividades campeiras. Muito práticas e úteis, e de fácil confecção, compõem curiosa peça de vestuário da lida crioula.
A mala de garupa, atualmente, é de uso disseminado entre os campeiros interioranos, no sul do país, especialmente no RS, SC e PR. Também no MS, MT, RO, AC, na rota de migração rural do povo gaúcho. A peça é também usada em outros estados-membros da federação brasileira, pelos cultores do tradicionalismo gaúcho, no entorno cultural dos Centros de Tradições Gaúchas – CTG. – Do livro O HÁLITO DAS PALAVRAS, 2008/2009.
Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/tutoriais/1703724 - Joaquim Moncks

PIQUETE 2011 - DOS TRABALHOS INICIAIS ATÉ A MONTAGEM FINAL

Galeria de fotos da montagem do Piquete 2011. Clique em cada assunto e vá direto ao link da reportagem.

Arrumando e carregando o material para o Piquete

Descarregando e montando a parte principal

Conluíndo, churrasqueando e começando a curtir o piquete.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A LENDA DO PRIMEIRO GAÚCHO

LESSA, Barbosa. A LENDA DO PRIMEIRO GAÚCHO - in: Estórias e Lendas do Rio Grande do Sul. São Paulo: Livraria Literart Editora, 1960.

Século XVIII. Uma partida de brasileiros atravessa as verdejantes campinas do Rio Grande do Sul. Impulsionados pela necessidade de braços para as lavouras, buscam o índio. Hão de avassalar as tribos ocupantes daquela região. Com esta disposição, viajam bem municiados e armados. Os índios Minuano, avisados pelas sentinelas, da aproximação dos brancos, montam em seus fogosos cavalos e, armados de flechas e boleadeiras e lanças,
deixam seu acampamento e rumam para as coxilhas. Ao avistar os brasileiros se aproximando, os índios usam de sua tática de ocultar-se ao longo de dorso dos cavalos. Destarte, dificilmente saíram descobertos pelos inimigos. Imóveis, esperam eles o momento azado para atirar-se sobre os viajantes. Os brasileiros não são conhecedores dos hábitos e da tática empregada pelos índios habitantes das campinas do Sul. E avistando à distância o bando de cavalos pastando, tomam essa direção, muito senhores de si. Assim, ao se aproximarem os brasileiros, os índios despencam-se nos seus animais do cimo das coxilhas, em galopada, investindo contra os brancos com furiosas saraivadas de flechas.
Respondem estes com tiros de armas de fogo. Nova investida dos índios, agora servindo-se das lanças, obriga os invasores a fugir em desordem. Caído por terra acha-se um moço ferido; a seu lado, uma jovem índia minuana. Fascinara-a a coragem do estrangeiro. O brasileiro sabe da sorte que o espera. E, interrogando a moça quando será sacrificado, responde-lhe esta que nada tema, pois estará a seu lado. Anima-o com palavras confortadoras, cheias de simpatia e compaixão pela sorte do estrangeiro. O prisioneiro é levado para o acampamento dos Minuanos. Enquanto esperam que se cure da ferida para sacrificá-lo, lhe dão toda a liberdade sob a vigilância das sentinelas. O jovem branco resolve fazer uma viola. Uma tarde, à sombra de uma árvore, com a pouca ferramenta de que dispõe, a muito custo vai improvisando um rústico instrumento. Inicialmente aparelha, em forma de espessa tábua, um pau de corticeira. Cava-o, dando-lhe a forma de viola. Coloca uma tampa com abertura circular para dar vibração ao som das cordas. Para colar a tampa, emprega o grude da parasita sombaré, das árvores da serra. E da própria fibra da parasita ele prepara as cordas para o instrumento. A índia já lhe tem muita amizade e está sempre a seu lado nas horas de folga. Enquanto lhe vê trabalhar, canta-lhe suavemente um canto doce e pitoresco da gente minuana. Ainda não passara um alua e já, na grande ocara do acampamento, celebra-se o ritual do sacrifício. Amarrado a um tronco está o prisioneiro. Todos os índios da nação, reunidos em volta dele, dançam e cantam sua morte. De quando em vez passam, de mão em mão, cuias contendo delicioso vinho, fabricado com o mel eiratim. Há um silêncio de morte em todo o acampamento. O chefe minuano ordena que soltem o prisioneiro e tragam-no a sua presença. Fitando o moço bem nos olhos, assim fala o cacique: - que aos teus irmãos sirva de lição esta última derrota. Ou não nos tornem vir a nos incomodar. Os que vierem nestes campos buscar escravos, hão de ser esmagados pelas patas de nossos cavalos. E tu pagarás com a morte a tua audácia e a dos teus! Contudo, o chefe Minuano diz ao condenado que faça o seu último pedido. Surpreende-se o branco com tal gesto. E, dotado de uma inteligência não vulgar, num relance percebe como poderá livrar-se da morte. Sabendo da emotividade e a influência que exerce a música sobre aquelas criaturas, pede que lhe tragam o seu instrumento de cordas. Quer tocar pela última vez; cantar uma balada de sua terra. É a jovem índia quem lhe traz a sua viola, debaixo dos olhares curiosos dos índios. Cheio de fé, o moço pega da viola. Depois de alguns sonoros acordes, entoa uma canção. E o rito bárbaro daquelas fisionomias rudes transforma-se como por encanto. Ouvem-se com enlevo, exclamando a todo instante: - Gaú-che! Gau-che! – a significar gente que canta triste. Sensibilizados pela doce cantiga do condenado á morte, os índios intercedem para que o sacrifício seja revogado. E, assim, o brasileiro fica morando com os Minuanos. Enamorado da jovem índia, casa-se com ela. E dessa bela união, do elemento branco com o indígena, resultou o tipo desse homem extraordinário que se chama gaúcho!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

MONJOLO, RIACHO PARCEIRO NA INFÂNCIA

Monjolo, riacho de muita pescaria e de peixe assado no "espeto" feito de um galho de árvore qualquer. Lugar de muito banho pelado e concurso de "bico" no "poção". Nos arredores, pés de ariticum da "Horihj Cred" tomados de assalto e lavouras de melancia sendo aliviadas pela gurizada. Ah! E tinha a corrida em casca de coqueiro morro abaixo. Tipo corrida de rolimã sem roda. Cosa de loco. Sorte que ainda não existia TV e um ato de violência era tão raro que era o único à ser contado durante anos. É claro que a surra que a gente levava quando chegava em casa, pelas traquinagens e todo sujo e esgualepado, não conta.



Intérprete: Wilson Paim - Letra: do Santocristense José Luiz Casarin

Música vencedora da 3ª Grande Quarteada do Hotel Fazenda Três Lajeados - Santo Cristo - RS

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Jayme Caetano Braun , el payador

Payador, poeta e radialista, Jayme Caetano Braun nasceu na Timbaúva (hoje Bossoroca, na época distrito de São Luiz Gonzaga, na Região das Missões no Rio Grande do Sul), em 30 de janeiro de 1924, e faleceu em Porto Alegre no dia 8 de julho de 1999.

Lançou diversos livros de poesias, como Galpão de Estância (1954), De fogão em fogão (1958), Potreiro de Guaxos (1965), Bota de Garrão (1966), Brasil Grande do Sul (1966), Passagens Perdidas (1966) e Pendão Farrapo (1978), alusivo à Revolução Farroupilha. Em 1990 lança Payador e Troveiro, e seis anos depois a antologia poética 50 Anos de Poesia, sua ultima obra escrita.

Publicou ainda um dicionário de regionalismos, Vocabulário Pampeano - Pátria, Fogões e Legendas, lançado em 1987.

Jaime também gravou CDs e discos, como Payador, Pampa, Guitarra, antológica obra em parceria com Noel Guarany. Sua ultima obra lançada em vida foi o disco Poemas Gaúchos, com sucessos como Payada da Saudade, Piazedo, Remorsos de Castrador, Cemitério de Campanha e Galo de Rinha.

Gravou, ainda, com Lúcio Yanel, Cenair Maicá e Luiz Marenco.

Entre seus poemas mais declamados pelos poetas regionalistas do país inteiro, destacam-se Bochincho, Tio Anastácio, Amargo, Paraíso Perdido, Payada a Mário Quintana e Galo de Rinha.

Para ler biografia mais completa, acesse:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Caetano_Braun

Devagarito vamos publicando os vídeos com as suas músicas e declamações. Pra quem está com pressa, disponibilizamos o site
http://letras.terra.com.br/jayme-caetano-braun, com 39 poesias, com letras e músicas, em alguns casos, disponíveis. Tem alguns probleminhas, como vídeos disponibilizados na página de outra letra. Esperamos poder corrigir isto quando lançarmos os mesmos aqui no nosso Blog.
Hoje, publicaremos dois poemas: Galpão Nativo e O Tempo.




domingo, 1 de maio de 2011

Literatura Gaúcha - Milonga triste para Adão Latorre

Autor: Conto de Jaime Vaz Brasil

Retirado do site:
http://www.bombachalarga.org/ver_literatura.php?id=23

Na mangueira de pedra, trezentos de nós à espera do sumário julgamento. Eu, cansado de tanta correria e de tanta luta, sentei num canto, aguardando não sei bem o quê. Os boatos eram outra cerca que nos cingia o peito. Falavam que talvez alguns de nós viessem a ser degolados, como resposta à morte dos sobrinhos do Tavares. Não vou mentir. Bateu um medo, sim senhor. Mas um medo diluído por muitas e muitas cabeças. Por certo não nos matariam a todos. Quem sabe, para causar impressão forte, até degolassem meia dúzia de nós, isso sim. Para impressionar e dar o troco. As coisas iriam terminar bem. Nos entregamos com garantia de vida, ao comando do nosso Coronel Maneco Pedroso, um taura beirando os trinta e picos, criatura de alma larga e cabeça pensante. No ar da fronte, em nós todos um misto de tristeza e alívio. Nesses momentos de peso e silêncio, a gente se lembra das coisas que tem. O que tenho pode ser pouco, mas nunca me faltou comida porque força não me faltou no braço. Tenho um cavalo que me acompanha de há muito e quase me adivinha as vontades. E tenho muita lembrança ajuntada nestes mais de cinqüenta anos de vida bem vivida. Mas agora estou aqui, sentado a um canto, apoiando os costados na pedra, esperando não sei bem o quê. Quem sabe alguma que outra ameaça, alguns dez ou doze de nós pagando com a vida para selar a vitória deles. Não é difícil entender a coisa toda. O respeito há que ficar marcado. Na minha escassa sabença de homem criado no campo, que não aqueceu banco de colégio, o tal respeito é afilhado do medo. Sim senhor. No fundo, é tudo muito parecido. E medo se forja é no sangue, não com pose nem falação bonita. No meu caso, a história começou num mate desses de se tomar enquanto a sombra da tarde se alonga até bater os costados no horizonte. Foi quando eles me apareceram. Dois homens de boa estampa, cara limpa e vestidos a preceito. Logo se via que era gente importante, gente de algum estudo. Aprendi bastante naquela conversa. Soube da tal rusga dos republicanos e federalistas, coisa que primeiro ouvi do meu velho pai, quando me contava de suas façanhas de outros tempos. Pra ser sincero, nunca entendi direito essa diferença. Gostava era de ouvir o pai contando coisas da guerra. Era guri, e guri gosta de ouvir sobre tiro e talho de adaga. Mas a parte que me ficou sombreada, como até hoje, sim senhor, foi essa tal diferença. Sei que os republicanos são gente do governo. E governo é governo, merece respeito. Por isso foi fácil escolher o lado. Sou republicano por que sou pelo governo, sou pela justeza e pela ordem das coisas. Imagino com satisfação que daqui há um par de anos vou estar mateando na mesma sombra e haverá de estar ali algum neto de olho arregalado a me perguntar das degolas, da revolução de noventa e três e deste cercado de pedra. Até agora, não matei ninguém. Em compensação, ninguém me matou. Há este empate na minha guerra particular por enquanto. Nem culo, nem suerte. Agora estou aqui, sentado e esperando pelos fatos. Dos que estão comigo, conheço uns poucos, mas nenhum deles posso considerar, por assim dizer, um amigo, desses de desencilhar o cavalo na visita. Sei que é gente buena, gente do governo como eu, pronta para ajudar na ordenação das coisas. Um desses meus conhecidos se agachou ao meu lado, me tapeou o ombro e disse que não era pra eu me achicar. Mal respondi ao sujeito. Poderia ter dito que não estava com medo, que estava era cansado e rejuntando forças. Mas não. Não estava pra conversa fiada. Olhei ao redor e imaginei que talvez uns quinze ou vinte de nós pudessem passar por alguma provação. Ainda assim, a maior chance era de escapar com vida e sair contando vantagem. Alguns de nós riam baixinho, não sei de quê. Outros engoliam um choro seco, escondido no canto do olho. Os inimigos nos rodeavam, do lado de fora do cercado. Olhei as pedras, graúdas e pesadas. Imaginei quanto suor não teria escorrido por aqueles sulcos, do corpo de negros cansados sem reclamar de nada, agüentando com um silêncio remoído por dentro. Na minha frente, também sentado, um negrote novo. Pensei, não sei porque cargas d'água, que talvez o pai dele pudesse ter trabalhado ali, naquele mangueirão, no pedra sobre pedra que agora servia de brete ao próprio filho. E os inimigos nos rondavam, e às vezes diziam coisas pra nos por medo e se divertiam com essas ameaças e gritedos. Gente de pouco tino, gente de anarquia. Eu ali, no comportamento que mais convém a um prisioneiro. Inclusive essa tal palavra me ficou passeando pela idéia depois da batalha perdida, das armas na terra e da vergonheira estampada. Um capitão deles disse que deviam ser mais de trezentos os prisioneiros. De cima das pedras, um sujeito começou a mijar sobre nós. Riu muito e um outro deu-lhe um empurrão, disse que isso não era coisa que se fizesse, e quase se peitaram. Ficaram se estranhando, mas briga não saiu e a situação se resolveu pouco depois com um ou dois tragos. E eu firme no meu posto, querendo pensar na vida e ordenar meu tino. Na pior das hipóteses, uns vinte ou trinta de nós poderiam se ver feio de vida, experimentando o tironaço da gravata colorada a separar o couro do pescoço. No máximo uns quarenta, pra causar grande impacto. Cadeia pra todos não haveria, ainda mais pra gente do governo como nós. Um silêncio esquisito nos caiu como pedra quando vimos a cara feia do negro Adão Latorre a nos mirar de cima. Ficou um pouco ali, nos olhando agudo e manso, a buscar quem sabe algum conhecido. Ar sereno, sorriso miúdo espremido na boca, tigre com fome encarando a presa. Alguns de nós o buscavam no olho, mas a maioria não. Não era uma coisa interessante o risco de cair em desgraça com o negro. Eu, alcei o olho e desviei em seguida. Só não entendi bem por qual razão me levantei logo. Não sei o motivo, mas sei que não queria ser visto sentado no chão. Ficamos meio esperando que ele dissesse alguma coisa, que trouxesse as novidades decididas pelos grandes. Talvez estivesse escolhendo, dentre nós, uns cinqüenta que pagariam com a vida a morte dos Tavares. No entusiasmo, quem sabe uns setenta para exercitar a conhecida manobra horizontal da adaga uruguaia de bom corte. Desceu das pedras devagar, medindo passo por passo, com a calma de quem não tem relógio nem patrão. Aquele riso dele me deixou sestroso. O que estaria pensando o negro? Tentei apurar a orelha, cheguei a identificar a sua fala acastelhanada mas não pude perceber o que dizia, por causa dos cochichos que se formaram logo ao meu lado. Cruzando a frente da mangueira, pude ver o negro carregando duas facas e uma chaira. Não posso negar, não senhor, aquela foi uma hora difícil. Vi o tranco satisfeito dele, o olho atravessado na diagonal das facas. Um pressentimento esquisito de que, quem sabe, a coisa fosse mesmo o pescoço de uns oitenta de nós. Quem sabe até mesmo uns cem, pra que os outros saíssem alardeando o pavor que é se meter em matanças desse tipo e fossem cuidar das vacas e da plantação. Decerto seríamos libertados com a condição de não dizer nada a ninguém do que havíamos presenciado ali. Esse era o melhor jeito pra que todos ficassem sabendo da coisa, com todos os exageros que convém às duas partes. Era pra que assim se fizesse, a lei da guerra é a lei do sangue. Sim senhor. Isso todo mundo sabia, ninguém ali era santo. Senti a chance se apequenando, a emagrecer como cusco sem dono em tempos de seca. Medo, sim senhor. Mas desespero não. Morte por morte, um dia a gente morre mesmo. Sim senhor, disso não há vivente que escape. E já que se morre, que seja então com um bom quando e porquê. Numa dessas, abriram o mangueirão. Dois homens a cavalo se postaram na frente, um deles ergueu o laço e arremessou contra nós, os prisioneiros. Foi laçado um, que não era dos meus conhecidos, e arrastado devagar, com uma certa cerimônia. Ele, quieto. Não deu nem um pio nem um ai. Uns poucos de nós foram buscando o fundo do mangueirão despacito, como quem não quer nada. Fiquei no ponto onde me achava, dali a visão era boa do que estava por vir e não me deixava muito a mercê do laço. Pude ver o negro Adão fazer um sinal de apura com isso para o do cavalo, que foi a trote até o palanque. Senti meu coração disparando, como se fosse eu lá, posto de joelhos, com as mãos atadas pra trás com uma soga. O negro afiando as facas e mirando o ajoelhado. Deixou uma delas por cima dos arreios e se aproximou rindo e mirando. Estás pronto para morrer, hijo? O prisioneiro não respondeu. Devia estar rezando. Eu, pelo menos, tentava. E isso que não sou muito de igreja. Mas, no apuro, fiz até uma promessa, de que se me escapasse vivo, aprenderia de novo aquelas rezas que minha velha mãe tentou me ensinar, muito tempo atrás. Quando ergui a fronte, dei com o negro Adão agarrando pelos cabelos um infeliz ajoelhado, forçando a cabeça do bicho pra trás. O joelho do negro nas costas do homem, o talho de orelha a orelha pela frente, o sangue aos jorros, um grito pela metade. Grito molhado pela sangueira, uma coisa muito feia de se ver e de se ouvir. Sim senhor. Não há como haver esquecido. Caiu ali mesmo, a cara direto no chão, semente pesada a se enterrar ligeira no barro avermelhado. Latorre passou a lâmina bem devagar no tirador de couro e olhou-a, satisfeito. Faquita buena, esta. Foi o que pude ouvir dele, enquanto os de a cavalo arrastavam o corpo até uma lagoa, a uns vinte metros dali. Poucos de nós atinaram contar, como eu. Senti que seria importante saber o tamanho certo da maldade, pra contar depois com a justeza dos números quantos de nós morreriam ali. Mas não nego que fui me apavorando pouco a pouco. Acho que não é vergonha admitir isso, não senhor. Só quem viu de perto, só quem sentiu o cheiro vermelho de tanto sangue avalia o que seja. Nem todos sabiam morrer. Alguns imploravam pela vida, alegavam ter família e coisas assim. E o negro Adão dizia que feio meu hijo, ser covarde desse jeito não presta, não é assim que se morre. Outros chegavam lá e xingavam feio o negro, e morriam do mesmo jeito. Acho que alguns tentavam um olhar de piedade, mas não sei não senhor, porque não vi. Logo em seguida as degolações se aligeiraram, Latorre já estava com prática e os de a cavalo já ganhavam ciência no carregar do infeliz. De tempo em tempo, um intervalo, um trago largo e a chaira fazendo cruz de ida e volta nas adagas, que trabalhavam em rodízio de uns dez serviços para cada uma. Mesmo resolvido a contar, perdi meus números ao redor dos noventa e picos. Nessa altura, eu só pensava se sairia vivo ou não. Minhas vistas ardiam e pesavam ante as honrarias da gravata colorada. Não vou negar, não senhor, já disse antes. Passa pela cabeça da gente um monte de coisa numa hora dessa. Uma vontade de fazer fiasco, de sair correndo como guri assustado. Mas guri é guri e homem é homem. Hora de morrer é hora de morrer e está feito. A partir de uma certa altura, poucos de nós aceitavam ir arrastados pelo laço, feito animal. O primeiro de nós que disse homem morre é de pé, foi caminhando até o negro e ganhou com isso o direito de erguer o pescoço na frente dele. Outros o seguiram, e parece que os olhos do negro se enchiam de satisfação com atos desse tipo. Alguns poucos se desesperavam numa inútil tentativa de fuga, eram perseguidos com prazer pelos de a cavalo, vinham arrastados de volta, ficavam um tempo assistindo de perto a morte de uma meia dúzia e só depois eram degolados, sem pressa nenhuma. Isso enlouquecia até o olho mais afeito a matanças. Morriam de todo jeito, e sofrendo esse bocadito a mais. Diz a lenda que teria escapado um que outro de nós, uns poucos que olharam o negro de um jeito que tocou nos moles do coração dele. Mas isso eu não sei, não senhor. Só posso falar o que vi, que assim não periga a verdade. E o que vi foi até a minha hora chegar. Pois que me fui, caminhando aos trancos, como quem se despede, procurando sentir bem a terra que me dava base aos pés. Pensei comigo se valia a pena gritar alguma coisa pro negro. Olhei pra o lado e pude ver a montoeira de corpos na água vermelha da lagoa. Nunca vi coisa igual, não senhor. Era mesmo de se perder a conta. Quanta judiaria. Olhei na fundeza dos olhos dele. Resolvi não dizer nada. Não dizer degola negro filho da puta, assassino, te diverte desgraçado. Fiquei quieto, afoguei o grito e pude imaginar meu sangue correndo pela mão suja do negro. Lembro que ergui a cabeça e o pescoço ficou ali, pedindo o serviço. O negro não me olhou de novo. Já cansado, o braço endurecido de tanta prestança. Só lembro mesmo dos meus olhos se inchando, como a querer saltar da cara, e uma sensação de calor me enchendo a cabeça e um frio escorrendo e se espalhando pelo corpo. Depois uma enorme tontura e o azul lá de cima escurecendo ligeiro...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Rui Biriva - morre, aos 53 anos, de câncer, um dos cancioneros mais alegre dos pagos gaúchos.

Cantor, compositor, apresentador e nativista, Rui Biriva morreu nesta segunda-feira , às 22h45, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O músico estava internado desde 14 de abril, quando deu entrada na emergência do hospital com um tumor no intestino grosso. Natural de Horizontina, Rui será velado em Porto Alegre e enterrado em sua cidade natal.
Biografia:
Nascido Rui da Silva Leonhardt, no ano de 1958, Rui começou a se destacar no cenário gaúcho após participar e vencer, em 1984, um festival regional em Carazinho (RS) com a música "Birivas", que significa tropeiro de mulas. Em 1986 lançou o primeiro LP, ocasião em que adotou o nome artístico de Rui Biriva. Em 1999 lançou seu segundo CD pela gravadora Acit, no qual apresentou 12 composições com ritmos regionais do sul, como a vanera, oxote, a marcha, o chamamé e a milonga, destancado-se no disco as músicas "Mulher gaúcha" e seu maior sucesso: "Santa Helena da serra".

Saiba mais através dos sites:

http://www.ruibiriva.com.br
ou
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rui_Biriva

Em sua homenagem, algumas músicas de seu repertório.

Canção do amigo:



Quebrando tudo:

quinta-feira, 21 de abril de 2011

GURI

César Passarinho acompanhado de Borghettinho e Neto Fagundes.



Cantada por Dante Ramon Ledesma- Imperdível!!!

"... quando todo mundo tem algo a superar, volta a um banco escolar, a uma faculdade e num determinado tempo está formado... ninguém se forma de pai, de filho, de amigo ... é difícil numa universidade... nós todos temos um lar onde poderíamos (isto) estudar...por isso... querer bem um filho, é apenas ajudá-lo a crescer..."
.



Cantada pelo Gaúcho da Fronteira e participação de Xitãozinho e Xororó. Muito bom é pouco.



Cantada pelo Sérgio Reis - pena que falta a última parte, mas uma versão muito boa, com um vídeo interessante.

O homem, quando filho
Deve lapidar o próprio destino
Iluminando seus caminhos
Com as verdades que aprendeu no lar.
Por que,
Querer bem a um filho
Não siginifica obrigá-lo a viver nossas verdades
Querer bem a um filho
Significa ajudá-lo a crecer
Ajudá-lo a crescer sem as nossas mentiras.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ORGULHO GAÚCHO

Tchê, este nosso Blog Tradição é uma cosa linda por demais, de arrepia inté as crina da zoreia!!!
Com nosso hino, a música gaudéria tocando suavemente ao fundo, videos de fatos marcantes de nosso história !!!
É por estas coisas que meu ORGULHO GAÚCHO cada vez mai se agranda!!!
...é bom ser Gaúcho !!!!!!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Hino Riograndense, com letra e música do hino original.

O Hino Riograndense têm algumas curiosidades. Entre elas, uma estrofe retirada do original na década de 60 e que o tranformou no que é hoje, e a história da sua origem, que envolveria prisioneiros dos farroupilhas na sua criação e elaboração. Leia no final desta postagem.
Quanto ao hino, encontrei este vídeo com ele cantado completo, inclusive a estrofe retirada em 1966.



Letra do Hino Riograndense, com a estrofe retirada em 1966.

Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade

Refrão
Mostremos valor constância
Nesta ímpia injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra

“Que entre nós, reviva Atenas
para assombro dos tiranos
Sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos”


Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

A história do Hino

Conta a história...,
"que em 1838, na Batalha do Barro Vermelho, em Rio Pardo (RS), durante a Guerra dos Farrapos, os rebeldes cercaram os soldados leais ao Império e prenderam o maestro Joaquim José de Mendanha e os músicos da banda do 2º Batalhão de Fuzileiros Imperial. Foi assim, que um maestro mineiro, monarquista, mulato, prisioneiro, foi obrigado a compor uma música para o Hino da República Rio-Grandense.

Alguns anos depois, o maestro foi acusado de plagiar uma valsa de Strauss e a letra teve três versões, sempre contestadas; a que prevaleceu foi de um poeta popular conhecido como Chiquinho da Vovó.

Foi num salão de baile de Rio Pardo, diz o diretor de documentário apresentado pela RBS TV, Rene Goya Filho, que o hino foi apresentado pela primeira vez. Por isso, levaram um grupo de músicos para apresentar, no mesmo local em que o Hino Rio-Grandense foi executado pela primeira vez, a versão considerada como original". Fonte: www.previdi.com.br