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Chasques

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Julio de Castilhos

 Nascido em 29 de julho de1860 na Fazenda da Reserva , distrito de Vila Rica, hoje cidade que leva o seu nome, Júlio Prates de Castilhos é  um dos maiores personagens da história gaúcha.

Formado em Direito na Faculdade do Largo do são Francisco, em São Paulo, sempre foi um republicano convicto se tornando um ícone  como propagandista principalmente de seus ideais, organizando em 1982 o Partido Republicano no RS.

Eleito presidente do Estado em 1891 depois deposto, porém nova eleição o eleva a governador (Empossado em 1893).

Redigiu sozinho a constituição do estado, colocando nas mãos do presidente poderes ditatoriais.

Enfrentou forte oposição de Gaspar Silveira Martins, Federalista (Maragato) que teve suas idéias apoiadas por Joca Tavares (esse já havia participado da Rev. Farroupilha, ainda jovem) que iniciou uma revolução a partir de Bagé quando se proclamou Presidente assim como havia feito Julio de Castilhos, logo após Gumercindo Saraiva e seus irmãos também protagonizaram no campo de batalha contra Castilhos.

A Revolta Federalista, a mais sangrenta ( várias batalhas tiveram os vencidos degolados) foi debelada com um acordo em Pelotas em 1895 concluindo mais um capitulo de sua história e também do Rio Grande do Sul

Julio de Castilhos comandou os gaúchos até 1898 quando entregou a Presidencia a Borges de Medeiros.

Morreu muito novo, aos 43 anos, vítima de Câncer na garganta na data de 24 de outubro de 1903, em sua homenagem, entre outras tantas a Av. 24 de outubro, em Porto Alegre.

Julio de Castilhos foi Republicano, abolicionista e a denominação Brigada Militar iniciou no seu governo, Seus traços de autoritarismo levou o Rio grande do Sul a uma ditadura de 40 anos.

Fiquem atentos a novas postagens de nossa história.

Helvio Gomes



Bibliografia: Weinmann, A. A., ALGUNS PERSONAGENS DE NOSSA HISTÓRIA, Porto Alegre: Martins Livreiro, 2013.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Revolução Federalista

O Gauchismo foi forjado a muito sangue, espada, pata de cavalo e um povo valente. 

O tempo passou e muitos identificam na Revolução Farroupilha como o evento que deu o norte das características do Gaúcho, porém houve outras tantas passagens que forjaram de maneira importante a estirpe do gaúcho, algumas antes de 1835 (inicio da revolução farroupilha) outras tantas depois de 1845 (término da Guerra dos Farrapos), outro dia explico porque as denominações diferentes.

Dois grandes nomes Gaúchos: Julio de castilhos e Gaspar Silveira Martins, foram protagonistas de uma das mais sangrentas revoluções de nossa história a REVOLUÇÃO FEDERALISTA, que vou emprestar o texto de historiadores  para melhor compreensão:


REVOLUÇÃO FEDERALISTA
Por: Miriam Ilza Santana



Revolução Federalista aconteceu no Rio Grande do Sul, seu início deu-se no ano de 1893 e perdurou até 1895, envolvendo os mais importantes grupos políticos. A República dava seus primeiros passos, dois grupos pleiteavam o poder, o Partido Federalista – que agrupava a antiga nata do Partido Liberal da época do império, comandado por Gaspar da Silveira Martins – e o Partido Republicano Rio-Grandense – do qual faziam parte os adeptos da república, e que era dirigido porJúlio de Castilhos, então governador.
A facção dos federalistas resguardava o sistema parlamentar de governo e exigia a análise das constituições estaduais com o objetivo de as retificar, caso necessário, antevendo a possível concentração política e a fortificação do Brasil como União Federativa. Já o Partido Castilhista era favorável do positivismo – viver a vida baseada nos fatos e na experiência, rejeitando tudo que é nebuloso e sobrenatural -, do presidencialismo e da liberdade de se administrar um estado segundo suas leis. Os sectários dos federalistas eram conhecidos pelo nome de gasparitas ou maragatos e os correligionários de Júlio Castilhos foram denominados castilhistas ou pica-paus.
No dia 17 de junho de 1892 Castilho foi proclamado presidente daquele estado. Os federalistas não aceitaram e reagiram, colocando na rua cerca de seiscentos homens, sob a liderança de Gumercindo Saraiva, os quais venceram os soldados que se encontravam sob as ordens do coronel Pedroso de Oliveira. Várias outras batalhas ocorreram, sendo as mais conhecidas as da Lagoa Branca e a Restinga da Jarraca, culminando na vitória dos maragatos e no poder absoluto sobre a fronteira. Os maragatos exigiram a destituição de Júlio Castilhos e a consumação de um plebiscito, no qual fosse permitido que o povo indicasse o tipo de governo que almejava. Uma instabilidade política e social é capaz de abalar qualquer estrutura de governo.
Diante da inflamação da revolta e da inquietação da população, o governo rio-grandense sentiu-se inseguro e o presidente da república – na época o marechal Floriano Peixoto – decidiu enviar o exército federal – conhecido como tropa legalista -, sob a supervisão do general Hipólito Ribeiro, para tomar ciência do que se passava e defender Júlio Castilho. A polícia estadual também colaborou no enfrentamento do inimigo. No mês de maio de 1893 os maragatos amargam o primeiro desbaratamento no riacho Inhanduí, em Alegrete, comuna ao sul do Rio Grande. Diante desta derrota, os maragatos ganharam o apoio de um contingente de gaúchos e venceram os legalistas na batalha de Cerro do Ouro, prosseguindo com vários ataques pelo estado.
O clímax do conflito se deu quando os gasparitas tomaram Santa Catarina e juntaram-se aos insurgentes da Revolta da Armada, que invadiram a cidade de Desterro (hoje Florianópolis). Subseqüentemente apoderam-se do Paraná e de Curitiba, contudo, depois de tanto tempo de luta, estes se encontram desfalcados, calculam as perdas e ganhos que poderiam advir se continuassem com os ataques e decidem recuar, centralizando as forças na região gaúcha. O conflito se estende até o ano de 1895, quando o novo presidente – Prudente de Moraes - celebra uma conciliação de paz.
Júlio de Castilhos retoma o poder perdido - concedido pelo governo -, e o Congresso indulta os co-autores do levante. Assim termina mais um conflito nascido no começo da república.
Arquivado em: História


Em breve e dentro desse contexto vou escrever uma breve biografia dos personagens envolvidos, principalmente: Julio de Castilhos, Silveira Martins (que não é o Cacalo do Gremio), Gumercindo Saraiva, Honório Lemes. Joca tavares)

Um abraço!